terça-feira, 25 de março de 2008

*SURFISTAS DA VIDA*

Somos todos surfistas da vida!
Deslizamos pelas ondas da experiência em nossos corpos-prancha,
fazendo evoluções em meio aos movimentos do mar de energia
onde nos manifestamos.
Podemos surfar pela vida com graça e alegria
ou podemos quebrar a cara em tombos violentos,
se não tivermos a habilidade necessária.
Viver é surfar! Vida é movimento!
Há muitos oceanos, na Terra e além...
E muitas ondas a conhecer, muitas pranchas e muitas evoluções...
Oxalá possamos transformar nossos corpos em pranchas de sabedoria
e possamos surfar com maestria e amor nesse imenso oceano da Criação.
Possamos aprender com nossos tombos,
pois surfar é preciso...
Aqui na Terra,temos corpos-prancha de várias cores:
negros, amarelos,vermelhos e brancos.
Mas,os surfistas que ocupam essas pranchas são de uma só cor:
a cor da Luz!
Sim, são da mesma cor de Deus!
São da cor da imortalidade!
Pois é, meus amigos surfistas, haja ondas, pranchas, tombos,
evoluções e luz nesse universo de Deus.
Mas, uma coisa as ondas do tempo e da experiência ensinaram-me:
mudam-se as pranchas e os mares, as ondas sobem e descem,
mas os surfistas prosseguem na crista da onda da Eternidade.
São surfistas espirituais nas ondas de Deus...
Parabéns aos surfistas que viajam nas ondas da música,
da poesia,da espiritualidade,do sorriso, e da simplicidade
que agradecem e celebram a magia de viver, sem esperar reconhecimento
ou algum paraíso,
mas, apenas a alegria de surfar nas ondas da vida
com dignidade e simpatia.
(Wagner Borges )

quarta-feira, 19 de março de 2008

Depois de dizer esta dito...

Depois de dizer esta dito...
De tudo o que aprendi
Ficou uma importância:
A palavra é que faz a hora.
Mudam as estações,
muda o mundo
Muda a vida.
A palavra dita permanece.
Com o tempo, amarelece na lembrança
Chega a ficar quase branca.
Ainda assim é nódoa.
(Sílvia Câmara)

sexta-feira, 14 de março de 2008

Rascunho

Quando escrevo
não sei onde chegar.
Percebo o ponto
ao ultrapassa-lo.
O excesso me equilibra.

Reflito-me nos

espaços vazios

entre os poemas.
Nunca nos versos.

Invejo a ausência,
somente o vazio não tem um dono.
O resto é criação de alguém.

Incansável,
procuro pelas palavras
que me inventaram.
Sou órfão de letras.

Desconfio da expressão correta,
do poema exato.
A escrita engana,
inexiste palavra verdadeira.

Como encontrar uma copia fiel?
Como imitar com perfeição?

Tudo que escrevemos e falamos
é imitação.
Só o silêncio é original.

(Fernando Palma)